sábado, 31 de julho de 2010

Sentinela


A noite se impõe

Ainda que teu peito em vão desespere

Das luzes ofegantes, trêmulas

Do suor escaldante, recompensa

Ao dia que tuas próprias mãos revolveram.

Essa noite (aquela que se vive só)

Revela do teu dentro a moldura

Ao dar de comer aos teus ódios o silêncio

Em que tão somente o corpo.

Se impõe

Lava teus olhos, riscados sol à sol

Nesse escuro molhado

Da tua treva particular

Faz das retinas fatigadas

O altar das tuas dores,

Nesse antro de todos os mundos

Em que a vida se impõe.



Jaisson

Jul /2010.


2 comentários:

Serrano disse...

Bela poesia

Maria disse...

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