sábado, 31 de julho de 2010

Poesia e senso-comum II

A cada verso boêmio cantado,

Cem bordões inúteis à vida.

Um soneto arrumadinho, engravatado

A cada mil conversas fiadas.

Nasceu um poeta suburbano na noite!

Mas o infeliz não tem nome, nem gosto...

De que vale ser poeta

Quando a poesia barata de cada dia

Já não mais denota o esteta

Na labuta ingrata da Sofia?

Os poetas continuam correndo contra o tempo,

Pois os versos falham, embora não tardem mais...

Em uma época em que as antologias poéticas,

Peludos volumes de papel sedoso

São o útil e áspero banquete

Entregues à voracidade leitora

Dos velhos bichos-de-prata.

5 comentários:

Claudia Ka disse...

Olá, estava passeando pela net e vi seu blog... Tenho um blog musical, bastante eclético. A proposta é a divisão musical segundo temperos e cores auditivas. www.temperomusical.blogspot.com
;-)

Isabel Montes disse...

Parabéns! Gostei das suas palavras envoltas em boa poesia.

Isabel Montes
http://isabelmontes-poemas.blogspot.com/

Um brasileiro disse...

oi. tudo blz? estava navegando pela blogosfera e dei uma parada aqui neste porto. muito legal. gostei. apareça por la. aproveite e vote em mim nos tops. abraços.

Asno de Ouro disse...

Frescor. Aos falantes >> http://anoiteeeu.blogspot.com/?expref=next-blog

Igor Carvalho disse...

Olá amado irmão, venho lhe convidar a leitura deste texto tão importante para nossa sociedade hoje:

http://semeadordeamor.blogspot.com/2012/02/conscientizacao.html

Tenha um lindo dia!